
Sempre quando desço mais de um andar de escadas já não sei mais em que andar estou.
É que entre uma passada e outra das pernas eu vou prestando atenção nos degraus, pra não tropeçar. Mas em pouco tempo o ato já se tornou automático o sufuciente pra que o meu cérebro se perca em memórias, devaneios, filosofâncias...
E quando dou por mim já não sei se desci dois, três ou quantos lances de escada.
Paro. Olho em volta tentando me situar. Começo a rir da situação.
E o interessante é que, exatamente nesse momento sempre passa uma pessoa por mim e, como me vê sorrindo, começa a rir também.
Apesar de perdida, fico alegre por ter feito alguém, mesmo que por educação, sorrir.

Um comentário:
E quando a gente não tropeça?!
Sempre acho que não tem ninguém por perto e invento uma coisa pra fazer: jogar o chaveiro pro alto, fazer um comentário comigo mesma (inexplicavelmente em voz alta!), assobiar, tirar meleca (brincadeira), andar batendo as costas da mão na parede, pular as linhas do chão, tentando pisar só dentro do quadradinho...
É claaaaro que, na grande maioria das vezes, aparece alguém do nada. Como diria você, pelo menos faço a pessoa sorrir!
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