Bom, pessoal, coloquei dois links aí para vcs verem a última tirada do Lula. Basicamente, ele falou, diante do primeiro-ministro inglês, que a crise foi provocada por gente "branca de olhos azuis" e que nunca viu pobre (ou negro) dono de banco. Foi mais ou menos isso, mas olhem as reportagens para ver melhor.
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/imprensa-destaca-frase-lula-brancos-olhos-azuis-431155.shtml
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Economia&newsID=a2455344.xml
O que eu queria era puxar o assunto... O que vcs acham disso?
Eu não sou contra a declaração, não. Ouvi muita gente atacando, dizendo que foi uma coisa "vulgar". É certo que foi vulgar, mas não vejo por que um presidente brasileiro tem de dizer aquilo que os "líderes mundiais" querem ouvir e da maneira que eles querem ouvir. De fato, foram os brancos do olho azul - a gente dos países ricos (Europa e EUA) - que causaram essa crise que estamos vendo. Foram os mesmos que nos mandaram ser neoliberais em certo momento, foram os mesmos que sempre acharam que o mundo deve imitá-los, foram os mesmos que sempre se beneficiaram da dependência, direta ou indireta, do mundo subdesenvolvido. Jogar na cara, de maneira direta, uma verdade não é, a meu ver, um erro político, nem uma gafe diplomática. Se isso vai ajudar a resolver a crise? Provavelmente, pouco. Mas quem não se lembra das Comissões Mistas, dos acordos com o FMI, das inúmeras formas de nos fazer seguir a cartilha deles? Acho que essa frase é simplesmente uma provocação para desopilar o fígado: aquele puta-que-pariu que a gente solta quando dá raiva. Sem entrar em considerações sobre o governo Lula, ao qual cabem inúmeras críticas, o presidente me parece ter acertado o alvo, mesmo que só retoricamente, afinal, sabemos que não há política brasileira de embate com os países desenvolvidos.
PS. O André muito provavelmente vai discordar de mim e atacar a declaração, afinal, é uma acusação direta a ele...
29/03/2009
25/03/2009
Frase do dia
"Tô" numa maré de azar tão grande que se eu comprar um circo o anão cresce
Bruzzi
lexicógrafo e futuro economista
lexicógrafo e futuro economista
23/03/2009
Mau Humor
Queridos!
Eu acho sempre mais sem-graça postar coisas não-autorais (não que a minha produçao autoral seja vaaaasta), mas recebi uma crônica por e-mail que veio no momento certo. Eu achava que tava ficando chata... agora vi que é verdade, mas outros também estão!
Espero que gostem!
Beijos saudosos,
Stephania
MAU HUMOR
Lula Vieira
Não me lembro direito, mas li numa revista, acho que na Carta Capital, um artigo levantando a hipótese de que todo o cara que tem mania de fazer aspas com os dedinhos quando faz uma ironia é um chato. Num outro artigo alguém escreveu que achava que jamais tinha conhecido um restaurante de boa comida com garçons vestidos de coletinho vermelho. Joaquim Ferreira dos Santos, em 'O Globo' de domingo, fala do seuprofundo preconceito com quem usa 'agregar valor'. Eu posso jurar que toda mulher que anda permanentemente com uma garrafinha de água e fica bebendo de segundo em segundo é uma chata. São preconceitos, eu sei.
Mas cada vez mais a vida está confirmando estas conclusões. Um outro amigo meu jura que um dos maiores indícios de babaquice é usar o paletó nos ombros, sem os braços nas mangas. Por incrível que pareça, não consegui desmentir. Pode ser coincidência, mas até agora todo cara que eu me lembro de ter visto usando o paletó colocado sobre os ombros é muito babaca. Já que estamos nessa onda, me responda uma coisa: você conhece algum natureba radical que tenha conversa agradável? O sujeito ou sujeita que adora uma granola, só come coisas orgânicas, faz cara de nojo à simples menção da palavra 'carne', fica falando o tempo todo em vida saudável é seu ideal como companhia numa madrugada? Sei lá, não sei. Não consigo me lembrar de ninguém assim que tenha me despertado muita paixão.
Eu ando detestando certos vícios de linguagem, do tipo 'chegar junto', 'superar limites', 'focar' essas bobagens que lembram papo de concorrente a big brother. Mais uma vez, repito: acho puro preconceito, idiossincrasia, mas essa rotulagem imediata é uma mania que a gente vai adquirindo pela vida e que pode explicar algumas antipatias gratuitas.
Tem gente que a gente não gosta logo de saída, sem saber direito porquê. Vai ver que transmite algum sintoma de chatice.
Tom de voz de operador de telemarketing lendo o script na tela do computador, repetindo a cada cinco palavras a expressão 'senhoooorrr' e dizendo que 'vou estar anotando' e 'vamos estar providenciando' me irrita profundamente.
Se algum dia eu matar alguém, existe imensa possibilidade de ser um flanelinha.. Não posso ver um deles que o sangue sobe à cabeça. Deus que me perdoe, me livre e me guarde, mas tenho raiva menor do assaltante do que do cara que fica na frente do meu carro fazendo gestos desesperados tentando me ajudar em alguma manobra, como se tivesse comprado a rua e tivesse todo o direito de me cobrar pela vaga.
Sei que estou ficando velho e ranzinza, mas o que se há de fazer? Não suporto especialista em motivação de pessoal que obrigue as pessoas a pagarem o mico de ficar segurando na mão do vizinho, com os olhos fechados e tentando receber 'energia positiva'. Aliás, tenho convicção de que empresa que paga bons salários e tem uma boa e honesta política de pessoal não precisa contratar palestras de motivação para seus empregados. Eles se motivam com a grana no fim do mês e com a satisfação de trabalhar numa boa empresa.
Que me perdoem todos os palestrantes que estão ficando ricos percorrendo o país, mas eu acho que esse negócio de trocar fluidos me lembra putaria.
E para terminar: existe qualquer esperança de encontrar vida inteligente numa criatura que se despede mandando 'um beijo no coração'?
Eu acho sempre mais sem-graça postar coisas não-autorais (não que a minha produçao autoral seja vaaaasta), mas recebi uma crônica por e-mail que veio no momento certo. Eu achava que tava ficando chata... agora vi que é verdade, mas outros também estão!
Espero que gostem!
Beijos saudosos,
Stephania
MAU HUMOR
Lula Vieira
Não me lembro direito, mas li numa revista, acho que na Carta Capital, um artigo levantando a hipótese de que todo o cara que tem mania de fazer aspas com os dedinhos quando faz uma ironia é um chato. Num outro artigo alguém escreveu que achava que jamais tinha conhecido um restaurante de boa comida com garçons vestidos de coletinho vermelho. Joaquim Ferreira dos Santos, em 'O Globo' de domingo, fala do seuprofundo preconceito com quem usa 'agregar valor'. Eu posso jurar que toda mulher que anda permanentemente com uma garrafinha de água e fica bebendo de segundo em segundo é uma chata. São preconceitos, eu sei.
Mas cada vez mais a vida está confirmando estas conclusões. Um outro amigo meu jura que um dos maiores indícios de babaquice é usar o paletó nos ombros, sem os braços nas mangas. Por incrível que pareça, não consegui desmentir. Pode ser coincidência, mas até agora todo cara que eu me lembro de ter visto usando o paletó colocado sobre os ombros é muito babaca. Já que estamos nessa onda, me responda uma coisa: você conhece algum natureba radical que tenha conversa agradável? O sujeito ou sujeita que adora uma granola, só come coisas orgânicas, faz cara de nojo à simples menção da palavra 'carne', fica falando o tempo todo em vida saudável é seu ideal como companhia numa madrugada? Sei lá, não sei. Não consigo me lembrar de ninguém assim que tenha me despertado muita paixão.
Eu ando detestando certos vícios de linguagem, do tipo 'chegar junto', 'superar limites', 'focar' essas bobagens que lembram papo de concorrente a big brother. Mais uma vez, repito: acho puro preconceito, idiossincrasia, mas essa rotulagem imediata é uma mania que a gente vai adquirindo pela vida e que pode explicar algumas antipatias gratuitas.
Tem gente que a gente não gosta logo de saída, sem saber direito porquê. Vai ver que transmite algum sintoma de chatice.
Tom de voz de operador de telemarketing lendo o script na tela do computador, repetindo a cada cinco palavras a expressão 'senhoooorrr' e dizendo que 'vou estar anotando' e 'vamos estar providenciando' me irrita profundamente.
Se algum dia eu matar alguém, existe imensa possibilidade de ser um flanelinha.. Não posso ver um deles que o sangue sobe à cabeça. Deus que me perdoe, me livre e me guarde, mas tenho raiva menor do assaltante do que do cara que fica na frente do meu carro fazendo gestos desesperados tentando me ajudar em alguma manobra, como se tivesse comprado a rua e tivesse todo o direito de me cobrar pela vaga.
Sei que estou ficando velho e ranzinza, mas o que se há de fazer? Não suporto especialista em motivação de pessoal que obrigue as pessoas a pagarem o mico de ficar segurando na mão do vizinho, com os olhos fechados e tentando receber 'energia positiva'. Aliás, tenho convicção de que empresa que paga bons salários e tem uma boa e honesta política de pessoal não precisa contratar palestras de motivação para seus empregados. Eles se motivam com a grana no fim do mês e com a satisfação de trabalhar numa boa empresa.
Que me perdoem todos os palestrantes que estão ficando ricos percorrendo o país, mas eu acho que esse negócio de trocar fluidos me lembra putaria.
E para terminar: existe qualquer esperança de encontrar vida inteligente numa criatura que se despede mandando 'um beijo no coração'?
04/03/2009
sobre escadas..

Sempre quando desço mais de um andar de escadas já não sei mais em que andar estou.
É que entre uma passada e outra das pernas eu vou prestando atenção nos degraus, pra não tropeçar. Mas em pouco tempo o ato já se tornou automático o sufuciente pra que o meu cérebro se perca em memórias, devaneios, filosofâncias...
E quando dou por mim já não sei se desci dois, três ou quantos lances de escada.
Paro. Olho em volta tentando me situar. Começo a rir da situação.
E o interessante é que, exatamente nesse momento sempre passa uma pessoa por mim e, como me vê sorrindo, começa a rir também.
Apesar de perdida, fico alegre por ter feito alguém, mesmo que por educação, sorrir.
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