30/01/2009

Cuidado: falsos profetas virão..

Todos já viram algum caso de "falsos profetas" que se aproveitam da fé alheia para enriquecer e promover loucuras que, na minha opinião, nem a fé é capaz de explicar. São igrejas, seitas e religiões das mais mirabolantes. 

Até aí nenhuma novidade, mas tem gente que exagera!

O INRI CRISTO (quem? se você não o conhece clique aqui e veja o site dele.) dessa vez passou do limite do ridículo. Em uma tentativa de alcançar o público jovem que acessa o youtube, ele lançou versões de músicas pop com letras que divulgam suas obras e preceitos. 

Já foram feitas "versões místicas" para músicas como "hotel california", "wind of change" e "eye of the tiger".

Destaque especial para "toxic", da Britney Spears, com direito a coreografia imitanto o clipe. Vejam só: 


Outra "pérola" ficou a versão de "umbrella", da Rihanna (que já foi gravada pelo Vanilla Sky também)


Eu tenho medo.. Muito medo..
  

16/01/2009

Cheguei!!!

Demorou mas eu cheguei!! Não vou postar nada de interessante hj, mas apenas gostaria de avisar que SIM, agora eu posso postar tb!!!
Confesso que os meses que passei sem postar quando desejei foram dificeis, mas dificil mesmo foi vencer aquelas letrinhas disformes que aparecem para confirmar algumas operações da internet.
Juro, quando fui criar a minha conta Google tive de digitar 4 vezes aquela coisa de tão ilegivel que era!! Bom, consegui!!!

09/01/2009

Recordar é viver, Aires...

Pessoal: como se diz, recordar é viver, e, nesse espírito, estou postando aqui a imagem de um mineiro ilustríssimo, que tanto nos fez rir durante o ano de 2008. Espero que ele também nos traga muita felcidade para 2009.

04/01/2009

Na faixa de Gaze

Na temida faixa de Gaze
Está faltando é curativo
Não quero que Israel arrase
Com todo árabe vivo!

Já soltaram muita bomba
Pra acabar com o Hamas
E o mundo todo zomba
Da ofensa contra a paz!

Será que o povo judeu
Não lembra da Alemanha
Que com todos eles fudeu
Sem fazer a menor manha?

Meus camaradas, SHALOM!
Parem com destruição!
Fazer guerra não é bom,
E só traz desilusão!

Estou sendo parcial?
Também não quero terror
Se existe palestino do mal,
Isso não justifica o horror.

Esse foi o meu protesto,
Me entenda como queira,
Eu sei que é modesto,
E sem eira nem beira.

Só não quero mais morte
Nesse ano que começa,
Para todos boa sorte!
E que a paz aconteça.

02/01/2009

Viajar é preciso...

Primeiro, feliz ano-novo, Tete! Herzlich willkommen in Deutschland! E continue contando histórias como essa! Não quero vc precise passar por aventuras assim todos os dias, mas ri às pampas...

Toda vez que programamos uma viagem aqui em casa, meu pai tem costume de falar: "Viajar é muito cansativo." E eu sempre concordo, mas respondo, à maneira dos portugueses: "Navegar é preciso." Esses dias, em que estou começando a cair na real que vou empreender uma viagem dessa magnitude depois de novamente ter deixado crescerem raízes aqui em terras tupiniquins, tenho pensado se não era melhor ter usado a grana para ir uns dias ao Rio ter guardado o resto: afinal, grana é uma coisa que por mais que guardemos, sempre precisamos dela.

Mas, ao mesmo tempo, que fazer senão viajar? Pelo menos para mim, a maneira de perceber um pouco melhor o que é ser brasileiro foi ir lá fora e me ver num ambiente completamente estranho, ter que explicar para todos que Belo Horizonte é perto do Rio de Janeiro e que no Brasil futebol é, sim, muito popular, mas eu não sou bom. Gente, vcs não imaginam o que é chegar à Alemanha um rapaz de seus 17 anos, indo morar num pequeno Dorf (povoado) onde a principal diversão da moçada era jogar bola, tendo um irmão que é fanático por futebol (conhecedor de muitos jogadores brasileiros que o rapaz não conhecia). Agora pensem que como diria Murphy, tudo pode piorar: a condução para o campo de futebol era feita de bicicleta - e o mancebo de 17 anos NÃO sabia andar de bicicleta. Como eu poderia explicar que não era bom em futebol e que, de quebra, não sabia andar de bike? Quanto ao último aspecto, das duas uma: ou no Brasil, realmente anda-se de cipó, ou o garoto não teve infância...

Meu irmão alemão mesmo me falou, um tempo depois, quando já éramos amigos, que, de fato, ele pensou: PUTZ, que espécie de brasileiro é essa, que veio aqui!? Ele sinceramente achou que ia dar merda, que não íamos nos entender. Mas aí eu pensei (claro que não de uma vez, mas aos poucos): para eles me entenderem, eu tenho que dar um jeito de falar a língua deles. E comecei a conversar, a ler jornal, comprei um dicionário - e a galera começou a entender que brasileiro pode não ser bom em futebol, mas ser bom em alemão. E eu fui aprendendo a gostar cada vez mais daquela língua que me parecera difícil de aprender e daquele povo que, embora eu admirasse de longe, me havia parecido estranho à primeira vista. No final das contas, a galera percebeu que brasileiro pode não ser bom de bola, mas ser bom de papo, bom em história, bom em simpatia (isso era esperado, tá certo).

Falo isso porque meu caso foi uma frustração completa de estereótipos: e isso foi muito importante, porque eu pude perceber que a minha "brasilidade" ia muito além do futebol que eu infelizmente nunca soube jogar, e do samba que eu, embora adore escutar, nunca soube dançar nem tocar. A brasilidade era simplesmente uma coisa minha, um pertencimento a um lugar geográfico-cultural que incidia sobre mim de maneira especial: eu descobri que ser brasileiro é ser a pessoa que eu sou. Parece sem lógica, mas para mim fez um certo sentido.

Não poderia deixar de comentar também a forte mentalidade colonial que temos: galera, não se iludam, somos PERIFERIA. E, como o mosqueteiro Dartagnan tinha de ir para a corte, nós temos de ir para os centros culturais aos quais nossa civilização é ligada. Resta-nos, sem dúvida, um ranço da necessidade dos letrados da Colônia de mandar seus filhos estudar em Coimbra porque aqui a educação era fraquíssima. É até hoje. Mas esse ímpeto de ir para fora pode se traduzir em coisa muito boa, penso eu, porque podemos descobrir que nossa identidade brasileira não se resume a pequenas coisas: percebemos que existe, na periferia que reconhecemos ser, um mundo diverso do de lá. Um mundo em que música, poesia, literatura, língua, comportamento, jeito de ser - têm lógicas próprias, ainda que influenciadas.

A experiência na Alemanha me ajudou muito a entender de forma mais madura o que é ser brasileiro e me mostrou que valia a pena insistir nessa ideia. Conhecer melhor o Brasil, em todos os sentidos, passou a ser uma coisa que me orienta em várias das coisas que faço. Acho que passei a ver com mais respeito aquilo que antes eu achava banal: música, por exemplo. Eu, que nunca toquei um instrumento, não imaginava a falta que iria me fazer ouvir música brasileira. Isso sem falar em coisas do cotidiano que, depois de uma experiência lá fora, passamos a perceber como verdadeiros traços culturais: saudações, despedidas, formas de se relacionar.

A frase inteira dos antigos navegadores, que Fernando Pessoa cita, é: "Navegar é preciso; viver não é preciso." Do meu modo, eu digo que é preciso viajar (navegar) para transcender a mesmice da nossa vida: viver lendo as notícias mais lidas no Brasil não é preciso. A vida se torna muito banal desse jeito: ir além é preciso...

01/01/2009

Existem coisas que o dinheiro nao compra...

FELIZ ANO NOVO!!!

Espero que a passagem de ano tenha sido, para voces, ótima. A minha foi. 2008 foi interminável, mas ao mesmo tempo um bom ano. Que 2009 seja ainda melhor!
Como muitos de voces também vao viajar esse ano, vou estreiar os posts de 2009 com um pequeno (tamanho é algo relativo. A Camilinha que o diga!) relato sobre o dia 26/27 de dezembro de 2008. Lembro-lhes que o teclado daqui nao tem TIU, nem acento circunflexo, nem cedilha. Eu pelo menos fui incapaz de achá-los. Sinto muito...

Adoro viajar. Sempre quando me pergunto pra que diabos eu quero um dia ganhar muito dinheiro na vida, tenho a resposta na ponta da língua: pra conhecer o mundo. Mas também fico pensando: porque os milionários nao o fazem? Existem mil livros sobre a colecao de carros de fulano, sobre as casas do beltrano e sobre as plasticas da mulher do Abílio Barreto (seja esse o nome do dono do Pao de Acucar). Mas nunca vi nenhum livro sobre suas viagens maravilhosas, sobre suas voltas ao mundo... só do Amyr Klink, que pra mim é mais um esquisitao do que um milionario própriamente dito. Enfim, entre os dias 26 e 27 de dezembro, descobri porque...

Primeiramente, a espera. Fila pro check-in, medo de a mala ter ultrapassado o peso máximo permitido (será que alguém consegue viver com apenas 64kg em 6 meses?!), tensao. Eliminada essa etapa, resta-nos a espera até a hora de embarque, já que o tempo que sobra é curto demais para ir a um restaurante ou para fazer coisas realmente significativas, e ao mesmo tempo longo o bastante para que a conversa seja angustiante. Aí fica aquele papo ruim, meio sem graca, amigos aparecem para quebrar o gelo, mas ainda sim o clima é estranho. Isso tudo quando se está acompanhada; quando se está sozinha a atividade de observar as pessoas já ajuda como entretenimento, só que em camera lenta, contrariando Cazuza: o tempo pára, sim. Em seguida, vem a despedida, depois da qual sempre resta um nózinho na garganta. Perdendo os rostos amigos de vista, seguimos por infinitos corredores cheio de dectores de metal, de pessoas nos assistindo, cameras, segurancas... e mais espera! Pior ainda quando nao há cadeiras suficientes para todos. Pessoas impacientes, criancas chorando, quinhentas enoooormes bagagens de mao ocupando cadeiras (elas nao deveriam ser obrigatoriamente despachadas?!?!?!) e encontramos, por sorte, um lugarzinho nada acolhedor no chao, do lado da porta. Ainda que com um pouco de nojo, assentamo-nos, e somos imitados por mais algumas pessoas, a maioria com cara de gringos, que acham a solucao ideal. E agora, o que se segue?! Adivinhem?! Sim, certo: mais espera!
Espera até o pesadelo comecar (siiiim, isso tudo nao foi nem o epílogo!)!
Como se nao bastasse todas as desventuras e desconfortos até entao, o voo atrasou. 1 hora. Sim, todos os outros passageiros de todas as outras companhias aereas, seguindo para todos os outros destinos embarcaram, os lugares agora sobram na sala de embarque, e nada do aviao chegar. Segundo funcionarios da cia aerea, o aviao estava atrasado por problemas operacionais. Peraí, o que diabos sao "problemas operacionais"?! Destarte, a palavra PROBLEMA nao combina muito com a palavra VOO, muito menos com a palavra AVIAO. É senso comum que essas duas palavras nunca devem estar na mesma frase, ou mesmo na mesma página. (eu posso!) Ainda mais se quem as ouve (ou le... ou fala, ou escreve!) sente-se pouco confortável esmagada em uma mini-poltrona durante 9 horas e meia, dentro de uma enooooorme maquina cheia de gente, malas e só deus sabe o que mais, pesadassa, e que ainda por cima voa. Sim, voa! No ar, sob o imenso oceano atlantico. Seja ele formado por lágrimas de Portugal ou nao, nao é ali que eu quero cair...
Pra mim, avioes desafiam a física (nao que eu já tenha algum dia entendido de física, mas de toda forma...). Minha concepcao aristotélica do mundo diz que uma coisa só se move se empurrada por outra coisa, mas aceita como verdade absoluta, como zero conditional, que algo que está no ar vai fatalmente cair. E durante o voo é impossível esquecer isso, principalmente porque os construtores de aeronaves fazem questao de nos lembrar disso durante toda a viagem: esmagado contra nossa cara tem um adesivo escrito "em caso de emergencia, use o assento para flutuar"!!!! A gente entra num aviao, morrendo de medo, e passamos o voo todo em 1m² de espaco sabendo que aquilo ali pode cair e devemos estar preparados para rapidamente arrancar nosso assento e usá-lo para flutuar!!!
Flutuar? Grandes coisas! E se o aviao nao cair n`água?! Duvido que como para-quedas aquilo ali sirva... aliás, duvido que em momentos de emergencia alguem se lembre da petulante frase! Fico imaginando se as aeromocas manteriam a calma em momentos de emergencia, afinal de contas elas sao também seres humanos, né? (Mais ou menos. As da Ibéria estao mais para seres desumanos, sem compaixao pelo sofrimento alheio...). Por isso, ao menor sinal de tremor, meus olhos buscam sempre um comissário de bordo. Se sua cara mostrar sinais de inquietacao, oooops, algo nao vai bem... É por esse motivo também que durante o voo inteiro entre Rio de Janeiro e Madrid eu busquei freneticamente o rosto dos comissários de bordo: nunca voei tao mal assim na vida!!!
Como se nao bastasse o atraso, a turbulencia comecou no solo, durou o voo inteiro e só parou no monstruoso Barajas. Só lá, durante o voo inteiro, o aviso de "atar cintos" foi desligado, tamanha era a indisposicao climática. Pode ser também que o piloto estivesse meio bebado, de ressaca natalina. Aliás, só pode ser essa a explicacao....
Toda hora ouvia-se a voz dele alertando-nos, em espanhol, que mais turbulencia viria e que deveríamos permanecer sentados. Ninguem podia nem tentar dormir, mesmo se fosse o Dalai Lama em pessoa, cheio de serenidade interna, e nao ligasse para os chacoalhoes constantes: o próprio piloto nao permitia! E do meu lado, uma crianca de uns 12 anos fazia a cada 2 minutos as mesmas perguntas para a mae: "nós vamos sobreviver?" ou ainda "já estamos mortos?". E eu sem minha mae do lado, nem podia perguntar coisas semelhantes ou apertar a mao de alguem. Nem chorar eu podia: imagina se a crianca me visse chorando? Eu, uma cavalona dessas, metida, cheia de si, chorando!? O menino entraria em panico, coitado! Tive que manter a pose e só um "putaquepariu" de quando em vez eu soltei. Como diriam os alemaes: "Respekt"! Me portei como uma mocinha! Mas por dentro, eu tremia todinha...
Sobre a comida, melhor nem comentar. Tia, odonto, bandejao: tudo restaurante cinco estrelas perto do que foi servido. Servido nada, empurrado, tendo em vista a delicadeza das aeromocas. E na hora do café? Elas só faltavam nos dar uma bandejada na cara, exigindo que entendessemos instantaneamente que a nossa xícara deveria ser colocada na bandejinha delas. E isso para aqueles que ainda tinham estomago. O meu tinha ficado no Brasil, nao me acompanhou durante o voo.
Cheguei em Madrid bamba, tremula, e ainda tinha que encarar a famooooosa imigracao espanhola. Fui ao banheiro, escovei dentes (sem pasta, claro, pois ela ficou no Rio fazendo companhia a meu estomago, nao pode embarcar), até maquiagem passei. Parecia uma debutante, pronta para me apresentar à sociedade. Mais fila. Chegou minha vez, será que eu seria confinada por 10 horas numa salinha cheia de bolivianos e cubanos?! Nada. A desgracada da mulher da imigracao mal olhou pro meu passaporte e bateu o carimbao lá, sobre o visto mesmo (diaba! Tantas folhinhas em branco, por que justo sobre o visto?!?!?!).
Ufa! Agora só me restava achar o meu portao de embarque pra Alemanha pra esperar por lá o resto das 5 horas que ainda faltavam. (5 horas, porque antes eram 6, mas o aviao atrasou no Rio, lembra?... que agradável...)
Peguei o metro (sim, tem um metro dentro do aeroporto), e sai do terminal A para ir para o J (observacao: lá tem terminais correspondentes a todas as letras do alfabeto!), o que me levou quase uma hora, primeiro até achar o metro (claro que eu me perdi!), depois até achar 2 cariocas também perdidos (claro que eu ia encontrar brasileiros... se é que cariocas o sao!), e finalmente até chegar no bendito terminal, onde eu comi, dei sinal de vida para meus pais e tirei um cochilo. E me preparei psicologicamente para o próximo voo, mais intermináveis 2 horas rumo Düsseldorf by Ibéria.
Mas dessa última etapa, só o que conta é o final:
Para viajar desconfortavelmente e morrer de medo, usei Visa (e deixei meus pais passando fome no Brasil!). Mas ver minha familia alema me esperando com a bandeira do Brasil em pleno inverno europeu, nao tem preco.