É, pessoal, há muito que alguém não posta no blog. Precisamos reativá-lo, precisamos usá-lo com mais freqüência, afinal, se não o fizermos, ele cairá no esquecimento. Talvez o "café" tenha perdido um pouco daquele seu vigor inicial, agora que a salinha aqui anda tão habitada, por seres por vezes um tanto quanto inoportunos, e que as coisas foram se tornando uma espécie de rotina. Ninguém parece estar tão animado assim como no início do semestre: nem com o café, nem com a faculdade... Mas, ainda assim, vale a pena continuar estudando, postando no blog, enfim, vale aplicar de novo um conceito que - creio eu - temos mantido muito esquecido: califórnia. Bom, mas esses dias tenho estado numa certa crise existencial e aproveitei a insuportável aula de Micro III para vir conversar um pouco com vocês : prometo tentar ser o menos cansativo possível.
Às vezes eu sinceramente tenho a impressão que estou perdendo tempo aqui: estudando gráficos de linhas se cruzando, que não querem dizer nada (ou que são IGUAL, IGUAL, UMA MESMICE COLOSSAL, como diria a propaganda da Oi) ou calculando a heteroscedasticidade, que as professoras de tria escrevem sem SC, para aumentar ainda mais o meu desânimo. Imaginem só, galera, daqui a 10 anos a gente simplesmente falando: é, essa estimação está ligeiramente viesada! Imaginem só: anos penando aqui dentro - estudando, lendo, relendo, fazendo prova - para você um dia escrever um PAPER dizendo que o teste de Hausman pode, para determinados tamahos de amostras ser ligeiramente mais eficiente que o teste de Smoro. Isso porque esta última deve ter usado o teste dela para calcular a probabilidade da vaca cagar o milho 3 horas depois de comê-lo. Difícil... Árduo... O que tem me animado bastante é o fato de que recentemente li que Keynes disse serem os economistas os guardiães da possibilidade de civilização. Pelo jeito como a frase soa, já parece um pouco reconfortante. Mas com a crise aí, sei lá se estamos sendo tão civilizados assim: enfim, espero que um dia possamos dar conta melhor desses rolos. Que fique claro: não são os rolões de milho de Mademoiselle Smoro.
Falando um pouco de política: hoje tem eleição americana. Esperemos que o Obama ganhe, mas vejamos. Também não vai mudar tanta coisa na nossa vida, mas será com certeza bem mais legal saber que o cara "mais poderoso" do mundo não é o Bush nem ninguém do partido dele.
Falando um pouco de política (2): e o Márcio, alguma notícia dele? Todo mundo ficou tão empolgado na reta final e agora nada. Aliás, é um assunto que eu gostaria de ter comentado aqui, mas foram tantos percalços entre a taça e os lábios que não consegui chegar a fazê-lo. O que vocês acham? Ele será um bom prefeito? Deixarei minha opinião e vocês deixem as suas. Desde o início, eu, por convicções político-partidárias, discordei totalmente da "Aliança". Continuo pensando que aquilo foi uma costura política entre tendências aparentemente divergentes com um único objetivo: manter a prefeitura de Belo Horizonte nas mãos de um grupo que está aí há mais de uma dêcada. Discordo desse tipo de política. Assim como discordo também de propostas, a meu ver superficiais e paliativas. O principal exemplo disso é a questão do trânsito: não houve candidato algum que defendesse de forma séria e consistente uma mudança no padrão de transporte urbano do rodoviário para o metroviário. O transporte com carros individuais é excludente, poluente e, a longo prazo, ambientalmente insustentável. Mas talvez um povo que se empolga tanto com Fórmula 1 mereça mesmo sacolejar dentro do ônibus horas a fio todos os dias... Com o perdão dos entusiastas por aquela falta de paciência chamada Fórmula 1, isso foi para dizer que as pessoas no Brasil parecem não querer que as coisa tomem outro rumo. Vamos deixar assim, desde que domingo tenha corrida. Mas o trânsito foi uma digressão: uma discordãncia pontual.
Não concordo com a forma como foi articulada a candidatura e achei o Márcio uma pessoa extremamente ausente e presunçosa durante a campanha. No segundo turno, porém, vi-me obrigado a votar nele por medo do Quintão. Comecei a prestar mais atenção nos debates e percebi que o Márcio parecia não saber direito onde estava amarrando o bode dele, tendo que responder a ataques e insultos do mais baixo calão, aos quais nunca deve ter tido de reagir como homem de negócios. Foi intetressante observar como que ele parecia contar até dez nos debates para não sair daquela porcaria e voltar para a mesa dele para administrar seus faturamentos. Quando o Quintão cobrava números, ele vacilava, ele às vezes trocava uma coisa ou outra, enfim: parecia que ele estava experimentando pelas primeiras vezes a sensação de ser candidato, ou que estava começando a sentir o peso da responsabilidade por uma cidade do porte de BH (ou Formiga, em homenagem aos membros não belo-horizontinos). Meu desgosto em votar nele se atenuou um pouco. Mas sou muito cético com relação à gestão que vem por aí. Acho que vem algo igual ao que já está aí, e com chance ce piorar, pois, convicções à parte, Aécio e Pimentel são políticos inteligentes. Não sei se, diante de uma situação extrema, nosso novo prefeito terá poder de reação ou de decisão. Esperemos então que venham bons vento... E vocês? O que acham?
04/11/2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário