05/11/2008

pérolas da internet (parte I)

Considero-me especialista em inutilidades de internet. Não sei se isso decorre da minha extraordinária capacidade de mal-alocar o meu tempo disponível ou se, simplesmente, esse tipo de besteira me persegue. Ócio e exercícios ao humor a parte, vamos ao que interessa:

Minha idéia é compartilhar com vocês, caros leitores do Café Califórnia, alguns desses meus achados e tentar transformá-los em um ponto de discussão pertinente.

E o assunto de hoje: "Cada povo tem sua cultura, cada qual a sua loucura"

Olhem só esse vídeo. Depois da "menina pastora" agora é a vez do "bebê pastor"!!
http://www.youtube.com/watch?v=6BmeF4xWC14

Impressionante como a cultura evangélica (seja lá qual a vertente) é capaz de conquistar adeptos pela "lavagem celebral". E as crianças, sem ainda terem adquirido nenhum discernimento, acabam por absorver tudo o que lhes é apresentado. Até que ponto isso é correto? Não seria mais justo dar a essas crianças a opção de escolha quanto à religião?


Mais impressionante ainda é a tradição indígena de enterrar vivas as crianças que nascem com alguma deficiência, retardo mental ou que sejam fruto de relação extra-conjugal. Segundo a cultura de algumas tribos, o nascimento de uma criança "diferente" representa um mal presságio e a solução que devolveria o bem-estar à comunidade é enterrar viva a criança. O vídeo a seguir é o trailler do filme "Hakani - a história de uma sobrevivente" e conta exatamente uma dessas história de infanticídio. O filme contém cenas de nudez e violência e, portanto, não recomendo assistirem em qualquer lugar.
http://www.youtube.com/watch?v=TXkFWYKFAqM

Mas a questão é a seguinte: O "homem branco" tem o direito de tomar a guarda dessas crianças que serão enterradas vivas? Até que ponto nós temos esse direito de interfrir na cultura dos índios? Se acreditamos que devemos salvar essas crianças é porque partimos do pressuposto que a nossa cultura é melhor (ou mais correta) que a deles. Sim ou não?!


Está lançada a discussão.


p.s.: Esse post não é e nem pretende ser um grupo de discussão (vulgo GD do PET). Portanto, sintam-se a vontade para expressarem suas opiniões sem medo de retaliações pessoais, brigas fervorosas, belém-belém-nunca-mais-fico-de-bem ou coisas do tipo.

Nenhum comentário: