17/08/2008

"A César o que é de César"

(até para instituições não sérias há que dar crédito: essa manchete foi a do Estado de Minas de 17/08/2008)

É, gente. Voltemos a falar um pouco das Olimpíadas de Pequim 2008, após esse final de semana vitórias e derrotas. Hahahahahah: acreditem se quiser, mas a manchete do UOL outro dia era essa mesmo: "Um dia de vitórias e derrotas para o Brasil". Mais óbvio, impossível. Como diria o José Simão: vou pingar meu colírio alucinógeno. E não é outro dia - não me lembro da manchete - a coisa conseguiu piorar: a égua que ia se apresentar machucou. Depois que a ÉGUA machucou, eu quase desisti - isso porque esse dia havia sido um festival de fracassos. Judô, tênis, natação só Phelps... Uma participação que beirava o pífio.

Hoje, a ginástica. Será que a Daiane dos Santos não consegue ganhar nada? Que incompetência! Quatro anos para aquela @&*¨@(#& aprender a não pisar fora do tablado e a mulher repete O MESMO ERRO. Sinceramente, se eu fosse o dono do COB, eu excluía sumariamente do quadro de atletas brasileiros. A Jade Barbosa, coitada - modalidade: choro artístico. (A da Daiane seria o peido olímpico). Pelo amor de Deus! Ela chora porque perde, chora porque ganha - dizem, porque nunca vi a dita cuja ganhar. Se bem que no PAN ela deve ter ganho alguma coisa - e chorou, sem dúvida. E o Diego? Parece que o dele foi mais um acidente, que ele realmente estava determinado a ganhar, mas - o que que foi aquilo? Foi patético, do mesmo jeito. Foi um balde d'água fria, um peido de enxofre.

Bom, mas falemos de coisa boa. O ouro na natação. Foi literalmente a salvação da pátria. O cara - em 50m que nadou - salvou a honra da nação brasileira. Guinchou o Brasil do fundo do abismo do quadro de medalhas e - pasmem! - passamos à frente do Cazaquistão, da Indonésia, da Suécia, da Áustria, do Uzbequistão e de Trinidad e Tobago! HAHAHAHAH. Quanta honra! Mas foi honra mesmo. O mundo parou para ver o Brasil no lugar mais alto do pódio. Duas bandeiras francesas - liberté, fraternité, égalité (vaisefudé) - foram hasteadas junto com a nossa, mas a mais alta era a auriverde flâmula tupiniquim. Os dois franceses empertigados subiram ao pódio, mas, no centro, César. A César, o que é de César - o ouro. E ele chorou, impressionou, foi ovacionado, com muita emoção, paixão. Sem aquela frieza e arrogância. Ganhou porque fez por merecer e salvou a nossa pátria, a nossa honra e o nosso gosto pelos Jogos Olímpicos - quando tudo parecia perdido. E o repórter da rede Globo transmitiu muito bem o espírito quando disse assim: "Hoje o dia foi de Michael Phelps, que ganhou 8 ouros. Mas isso não importa,..." e continuou a frase. Mas a idéia é essa: não estamos NEM LIGANDO pro Phelps nem para quem quer que seja. Ganhou 10 ouros? "Tô cagando e andando (e peidando!) pra ele!" - acho que foi essa a nossa resposta. O mais rápido do mundo é nosso! Eles que se virem pra lá... Mas com o Brasil é assim: de repente, acontece uma jogada celestial que salva a nossa pele - e a partir daí, tudo valeu a pena. E valeram essas Olimpíadas sem graça na China comunista.

Valeu, porque para usar o chavão, "não tem preço". Foi muito bom. Na base da emoção, da garra, da lágrima, arrancamos o OURO. Não foi um ouro, foi O OURO. O primeiro ouro da história da natação brasileira - um feito inigualável, histórico, fantástico. Foi, principalmente, um feito brasileiro, por excelência. Como um gol de placa, aos 33 minutos do segundo tempo. aqui vale encerrar com Jorge Ben. Se a Daiane dos Santos prostitui o "Brasileirinho" nas suas malsucedidas apresentações, o César foi brasileiríssimo, como o "Fio Maravilha":

Foi um gol de anjo um verdadeiro gol de placa
Que a magnética agradecida assim cantava
Foi um gol de anjo um verdadeiro gol de placa
Que a magnetica agradecida assim cantava

Fio maravilha,
Nós gostamos de você
Fio maravilha,
Faz mais um pra gente ver

E novamente ele chegou
Com inspiração
Com muito amor, com emoção, com explosão em gol
Sacudindo a torcida aos 33 minutos
Do segundo tempo

Depois de fazer uma jogada celestial em gol
Tabelou, driblou dois zagueiros
Deu um toque driblou o goleiro
Só não entrou com bola e tudo
Porque teve humildade em gol

Foi um gol de classe onde ele mostrou
Sua malícia e sua raça
Foi um gol de anjo um verdadeiro gol de placa
Que a magnetica agradecida assim cantava

Fio maravilha,
Nós gostamos de você
Fio maravilha,
Faz mais um pra gente ver

Nenhum comentário: